terça-feira, 17 de abril de 2012

Inteligência Emocional - o livro



Segundo o psicólogo americano Daniel Goleman, em seu primeiro livro "Inteligência Emocional" (1995), o sucesso de uma pessoa depende de seu QE, ou quociente emocional, e não de seu QI, quociente de inteligência.
Para Goleman que criou o conceito de inteligência emocional, o QE se traduz em atributos como: confiança, auto-motivação, empatia, capacidade de aprender sozinho e relacionamento interpessoal. Por isso o autor defende em seus estudos que, em momentos de grandes mudanças como os atuais, a inteligência emocional é que determina quem vai conseguir as promoções e quem vai ficar para trás dentro das organizações.
Segundo especialistas em recursos humanos, as três competências básicas que as empresas mais procuram em seus funcionários são:
  • habilidade de comunicação;
  • relacionamento interpessoal;
  • e iniciativa.


Todas elas são elementos da inteligência emocional.

Segundo o autor, houve excessiva valorização do QI (do puramente racional) e há necessidade de considerar também as aptidões da inteligência emocional, que são autocontrole, zelo e persistência e a capacidade de auto-motivação.
E continuou, dizendo que essas aptidões preservam relacionamentos, valorizam a carreira profissional e protegem a saúde e promovem bem-estar.
Dessa forma, há duas mentes: a que pensa (racional) e a que sente (emocional).
O autor destacou que as pessoas competentes emocionalmente têm maior probabilidade de sentirem-se satisfeitas e serem mais eficientes em suas vidas, e que a pedra fundamental para isso é a autoconsciência, ou seja, o reconhecimento de um sentimento quando ele ocorre, e a capacidade de controlá-lo.
Salovey (apud Goleman 1995) estabeleceu cinco domínios principais para as inteligências pessoais:
1 – conhecer as próprias emoções: autoconsciência;
2 – lidar com emoções: lidar com os sentimentos para que sejam apropriados, incluindo a capacidade de confortar-se, livrar-se da ansiedade, tristeza ou irritabilidade incapacitantes;
3 – motivar-se: colocar as emoções a serviço de uma meta, de forma a possibilitar elevados desempenhos;
4 – reconhecer emoções nos outros: a empatia é uma capacidade que identifica o que os outros precisam ou querem;
5 – lidar com relacionamentos: é a aptidão de lidar com as emoções dos outros.
Pode-se inferir que as três inteligências supra citadas são intrapessoais; as demais, interpessoais.
O autor descreveu o otimismo como o grande motivador, “uma forte expectativa de que, em geral, tudo vai dar certo na vida, apesar dos reveses e frustrações”, e dentro do contexto da inteligência emocional, é uma atitude que protege as pessoas diante das dificuldades.
Seligman (apud Goleman 1995) definiu o otimismo “em termos de como as pessoas explicam a si mesmas seus sucessos e fracassos”.
Em relação à emoção, o mesmo autor se referiu a um sentimento e seus pensamentos distintos, estados psicológicos e biológicos, e a uma gama de tendências para agir.
Goleman (1998) publicou um estudo que aplica sua teoria no ambiente de trabalho, explicando que os profissionais precisam desenvolver as competências (definidas com base nas pesquisas de McClelland), para obter o sucesso profissional.
Goleman afirmou que a percepção visionária da natureza da competência defendida por McClelland foi uma importante fonte de pensamentos para publicação de sua obra, bem como dados sobre competência reunidos por Boyatzis ao longo de anos. Pesquisas analisaram centenas de modelos de competência, para avaliar a influência da inteligência emocional na excelência do trabalho, inclusive com funcionários públicos federais norte-americanos.
Goleman (1998) afirmou que, além da formação da pessoa e do grau de especialização, existe o critério de as pessoas lidam com si mesmas e com os outros para fins de seleção, manutenção e promoção na empresa.
As qualidades pessoais inerentes ao profissional de primeira grandeza, dentro dessa linha de pensamento, são: iniciativa, empatia, capacidade de adaptação e de persuasão. Tais qualidades foram identificadas em estudos com milhares de pessoas que trabalham em todos os tipos de atividades, além de habilidades humanas importantes para conquistar a excelência no trabalho, e chegou-se à conclusão de que a inteligência emocional revelou-se um elemento mais importante do que o QI a fim de proporcionar desempenho profissional destacado.
O autor ressaltou que há organizações que consideram e outras desestimulam esse tipo de competência, e que a otimização coletiva do grupo de trabalho e a interação sinérgica do talento de cada membro do grupo, resultará em eficiência e produtividade organizacional.
Em suas viagens pelo mundo, fazendo palestras e trocando idéias com as pessoas, o autor citou que há equívocos quanto ao assunto, de modo que inteligência emocional não significa ser simpático e não quer dizer liberar sentimentos, “botar tudo para fora”.
Na visão do autor “significa administrar sentimentos de forma a expressá-los apropriada e efetivamente, permitindo às pessoas trabalharem juntas, com tranqüilidade, visando metas comuns”.
O autor explicou que, com as ondas de enxugamento nas empresas, as pessoas recebem mais responsabilidades, tornando-se mais visíveis e, conseqüentemente, fica mais difícil ocultar um temperamento explosivo ou a timidez, de maneira que a competência para lidar bem com confrontos, trabalhar em equipe e exercer liderança aparece e conta muito. Ele relatou a inquietação dos empregados de hoje em dia, que ninguém tem mais garantia de emprego em lugar algum, a chamada flexibilidade do mercado de trabalho pelos economistas, mesmo quando as companhias estão indo muito bem, constituindo num fato perturbador da vida profissional.
Interessante ressaltar que o autor conclui que as crianças de hoje têm QI mais elevado, são mais espertas, mas são emocionalmente mais perturbadas, crescendo mais solitárias e deprimidas, com propensão à impulsividade e agressividade. É essa geração que está entrando e que vai entrar no mercado de trabalho daqui a alguns anos.
As conseqüências de uma vida globalizada, com extrema concorrência e dedicação exaustiva à atividade profissional, sem Qualidade de Vida e Trabalho, acarretam indubitavelmente um distanciamento dos filhos e as situações acima descritas.
O Interessante Relacionamento das Inteligências com as Competências
Goleman (1998) relatou que McClelland (1973) – o “pai” do tema competências – fora seu professor em Harvard em lançou um estudo intitulado “Testando Competência em Vez de Inteligência”, o qual sustentava que os conceitos tradicionais de habilitação acadêmica e notas escolares não eram suficientes de predizer o desempenho profissional de ninguém.
Então propôs a tese de que é necessário um conjunto específico de competências, incluindo empatia, autodisciplina e iniciativa, para distingüir os profissionais que seriam mais bem-sucedidos, e que deveriam ser observadas as competências dos profissionais de ponta em uma determinada profissão, para chegar aos tipos de competência que conduzem ao desempenho de primeira grandeza.
Dessa forma, concluiu Goleman (1998), foi estabelecido um procedimento inteiramente novo para medir a excelência, que avalia os tipos de competência das pessoas de acordo com o trabalho específico que estão realizando.


O conjunto das competências é o que podemos chamar de Inteligência Emocional. Elas têm cinco componentes principais:
  • Autopercepção - que é a capacidade das pessoas conhecerem a si próprias, em termos de seus comportamentos frente às situações de sua vida social e profissional, além do relacionamento consigo mesmo.
  • Autocontrole - ou capacidade de gerir as próprias emoções, seu estado de espírito e seu bom humor.
  • Auto-motivação - capacidade de motivar a si mesmo, e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.
  • Empatia - habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas.
  • Práticas sociais - capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe. 
A inteligência emocional pode fazer diferença no sucesso de uma carreira ou de uma empresa nos exemplos abaixo:
- liderança;
- tomada de decisão;
- aproveitamento dos talentos e capacidade de iniciativa de cada um no local de trabalho;
- comunicação aberta e honesta;
- descontentamento construtivo;
- criatividade e inovação;
- relacionamento na base da confiança e trabalho em equipe;
- compromisso, lealdade e responsabilidade;
- gerenciamento da mudança;
- inovações estratégicas e técnicas.
Os autores afirmaram que a ciência moderna tem provado que é a inteligência emocional, e não somente o QI, que sustenta muitas das melhores decisões das pessoas, as mais dinâmicas e lucrativas empresas e as vidas mais satisfatórias e bem-sucedidas.
         http://www.algosobre.com.br/carreira/como-desenvolver-sua-inteligencia-emocional.html

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