quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Carl Gustav Jung (1875-1961)

JUNG E A CONSTRUÇÃO DA PSICOLOGIA ANALÍTICA

Carl Gustav Jung é precursor da Psicologia Analítica, resultado de seus encontros e desencontros com a teoria de Sigmund Freud.



Carl Gustav Jung nasceu na Suíça em 1875. Criado numa atmosfera religiosa que não compreendia e que custava a sustentar, Jung interessou-se pelo mundo dos sonhos, da fantasia, da religião e dos mitos. Alguns estudos dizem que a proximidade com o divino é algo que Jung atribuiu a uma espécie de herança materna, enquanto que a fé no sentido do ritual cego e inquestionado teria sido algo herdado de seu pai.
Além das questões religiosas, Jung aproximou-se de conhecimentos em ciências naturais, com um interesse desperto pela possibilidade de compreensão da realidade através desses estudos. Para Jung, a contrariedade entre ciência e religião era a base de suas insatisfações. Em meio a esses questionamentos acerca do mundo, Jung decidiu-se pelos estudos em psiquiatria, como forma de compreender o biológico e o espiritual cientificamente. Entre os autores que estudou, podemos destacar as influências filosóficas de Kant, Platão , Goethe e Schopenhauer.
Em seus estudos em psiquiatria e na prática clínica, Jung tentou humanizar o serviço de atendimento aos pacientes, buscando investigar, para além dos sintomas, as questões existenciais que cada sujeito lhe trazia, tornando cada sessão clínica um encontro único, repleto de significados. Dessa forma, evitava rotulações aos pacientes e padronizações em termos de cuidados e tratamentos, ressaltando os aspectos individuais de cada caso. Nessa época, Jung já utilizava uma técnica rudimentar de associação de palavras, que dava grande valor aos relatos de seus pacientes.
A relação com Sigmund Freud
Mais tarde, Jung mudou-se para Paris e começou a realizar testes de seu experimento associativo visando sua utilização para diagnósticos. Nesse momento de sua carreira, Jung conheceu Sigmund Freud e sua obra e os dois passaram a trocar trabalhos e cartas, casos clínicos, teorias etc. A primeira conversa dos dois estudiosos teria durado treze horas ininterruptas, que foi o início de uma relação de trocas que duraria quase sete anos.
O rompimento das relações se deu por motivos teóricos: Freud não aceitava o interesse de Jung pelo espiritual como campo de estudo em si e Jung discordava das teorias do trauma sexual propostas por Freud. Nos anos do rompimento, Freud teve seus livros queimados pelos Nazistas, enquanto que as teorias de Jung se disseminavam e ele era visto como um dos mais significativos expoentes da psiquiatria alemã. Foi justamente a angústia da separação entre Jung e Freud que rendeu material para que Jung pudesse continuar seus estudos, agora muito mais voltados para os estudos da relação indivíduo e imaginação, afastando-se das teorizações sexuais de Freud.
A psicologia analítica de Jung
A partir de seus estudos, Jung desenvolveu o que mais tarde ficaria conhecido como “Psicologia Analítica” que investiga sonhos, desenhos e outros materiais como vias de expressão do inconsciente. Jung, diferentemente de Freud, assumiu a existência do que ele denomina inconsciente coletivo que, diferentemente do individual, seria composto por uma tendência à sensibilização de elementos como imagens e símbolos, a partir de um apelo universal. Esses símbolos de importância coletiva seriam os conhecidos arquétipos junguianos. A proposta de intervenções clínicas de Jung consistia justamente em explorar o diálogo entre os conteúdos inconscientes e os arquétipos, e seria justamente a distância entre esses elementos a origem do adoecimento psíquico.
No Brasil, a teoria junguiana teve bastante ressonância. Entre seus estudiosos mais conhecidos, está a Dra. Nise da Silveira que escreveu um livro chamado “Jung: Vida e Obra”. Nise é fundadora do Museu de Imagens do Inconsciente, que foi resultado de seu incansável incentivo às produções artísticas dos internos do hospital psiquiátrico, analisadas pela abordagem junguiana.
Como saber mais?
A fonte mais expressiva de informações sobre Carl Gustav Jung é sua autobiografia, intitulada “Memórias, Sonhos e Reflexões”, lançada em 1961.
No ano de 2012, David Cronenberg dirigiu o filme “A Dangerous Method” (Um Método Perigoso) que conta a história do encontro entre Freud e Jung, além de abordar as vicissitudes da união e separação das teorias.

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/jung.htm

Vygotsky e a teoria sociohistórica

Fonte: http://pt.slideshare.net/Thiagodealmeida/vygotsky-e-a-teoria-sociohistrica

Sigmund Freud

06/05/1856, Freiberg, atual Pribor (República Tcheca)<br>23/09/1939, Londres (Reino Unido)​


  • Freud desenvolveu o que é hoje a base da psicanálise
    Freud desenvolveu o que é hoje a base da psicanálise
O criador da psicanálise nasceu na região da Morávia, que então fazia parte do Império Austro-Húngaro, hoje na República Tcheca. Sua mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob, um modesto comerciante. A família mudou-se para Viena em 1860.
Em 1877, ele abreviou o seu nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Desde 1873, era um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de Neurofisiologia.
Ao se formar, em 1882, entrou no Hospital Geral de Viena. Freud trabalhou por seis meses com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.
Em parceria com o médico Joseph Breuer, seu principal colaborador, ele publicou em 1895 o "Estudo sobre Histeria". O livro descreve a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar.
Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é uma das bases da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.
Em 1899, publicou "A interpretação dos sonhos", em que afirma que os sonhos são "a estrada mestra para o inconsciente", a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.
Mesmo com dificuldades para ser reconhecido pelo meio acadêmico, Freud reuniu um grupo que deu origem, em 1908, à Sociedade Psicanalítica de Viena. Seus mais fiéis seguidores eram Karl Abraham, Sandor Ferenczi e Ernest Jones. Já Alfred Adler e Carl Jung acabaram como dissidentes.
A perda de Jung foi muito mais dolorosa, pois Freud esperava que o discípulo, suíço e protestante, projetasse a psicanálise além do ambiente judaico. Além de discordar do papel prioritário dado por Freud ao desejo, Jung se tornou místico.
Sensibilizado pela Primeira Guerra Mundial e pela morte da filha Sophie, vítima de gripe, Freud teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923, de "O Ego e o Id".
Em 1936, disse considerar um avanço seus livros terem sido queimados pelos nazistas. Afinal, no passado, eram os autores que iam à fogueira. Mas a subida deHitler ao poder ditatorial não demorou e a perseguição aos judeus se intensificou. Em 1938, já velho e com câncer, fugiu para a Inglaterra, onde morreu no ano seguinte.
Com Martha Bernays, teve seis filhos. A caçula Ana tornou-se discípula, porta-voz do pai, e uma eminente psicanalista.
Atualmente, Freud continua tão polêmico quanto na época em que esteve vivo. Por um lado, é verdadeiramente idolatrado por seguidores ortodoxos da teoria psicanalítica - e, aliás, em vida, Freud demonstrava uma inegável satisfação em ser reverenciado como um gênio. Por outro, é visto também como um mistificador, principalmente a partir da década de 1990, quando as descobertas da neurociência questionaram muitos dos princípios fundamentais da psicanálise.

O que é Psicologia


Psicologia é um ramo das ciências humanas que estuda ocomportamento das pessoas, buscando analisar esse comportamento através dos processos mentais dos indivíduos, tais como emoção, percepção, inteligência, aprendizagem e sensação.
A palavra Psicologia é formada pelos termos gregos “psique” (alma) e “logos” (conhecimentoestudo).
Os iniciadores do estudo da alma humana foram os filósofos gregos (Aristóteles, Sócrates e Platão, principalmente) e até meados do século XIX a Psicologia se confundia com a Filosofia, já que ambas buscam razões para o comportamento, embora a Filosofia trabalhe a ideia como um todo, enquanto a Psicologia busca a ideia no indivíduo para resolver problemas de processos mentais e do comportamento.
Como estudo do comportamento, a Psicologia investiga o estado mental consciente das pessoas, suas origens e seus efeitos, conforme define o psicólogo austríaco H. Rohracher. Percebemos aí a dificuldade em entender o estudo da psicologia, já que exige dois aspectos distintos e fundamentais: a busca de uma explicação causal, que pertence às ciências naturais, e a busca de uma explicação de sentido, que pertence ao reino da filosofia.
O trabalho do psicólogo, portanto, depende muito de observação e análise de comportamento, podendo um prognóstico demorar anos para ser definido e, mesmo assim, poderá não ser a causa real de algum problema, uma vez que a amplitude da alma humana é infinita. Não há, portanto, um plano pré-estabelecido para uma análise psicológica.
A Psicologia é uma ciência relativamente nova. Somente no final do século XIX é que os doutores da medicina (físicos e mentais) resolveram distanciar essa nova ciência da Filosofia e da Fisiologia, passando a chamá-la de Psicologia Moderna, onde buscavam controlar o comportamento humano através de investigação científica, procurando o reconhecimento oficial da Psicologia.
Logo, porém, começam a surgir diferentes correntes teóricas. As primeiras foram o Funcionalismo, o Estruturalismo e o Associacionismo, que buscavam, respectivamente mostrar diferentes aspectos da Psicologia: o primeiro queria saber como funciona a mente e como o homem a utiliza para adaptar-se ao ambiente; o segundo buscava explicar o comportamento através do sistema nervoso central e o terceiro queria provar que o homem aprende através do processo de associação de ideias.
Outras três correntes surgiram no início do século XX: o Behaviorismo (que considera que cada estímulo produz uma resposta), o Gestaltismo (que busca compreender o homem como totalidade, querendo um resgate das relações com a filosofia) e a Psicanálise (teoria elaborada por Sigmund Freud, que estuda o inconsciente e recupera a afetividade no indivíduo).
Os conhecimentos produzidos pelo estudo da Psicologia por eminentes cientistas trouxeram uma gama de vertentes que buscam melhorar o comportamento humano. Assim, atualmente a Psicologia contribui em várias áreas do conhecimento, podendo citar entre elas:
  • Psicologia Experimental, que considera que as questões da psique (alma) podem ser analisadas e estudadas através do registro, manipulação e observação das variáveis do indivíduo, utilizando o método experimental;
  • Psicologia Social, que estuda o comportamento em sociedade dos seres humanos, sempre em contexto de grupos, analisando atividades como encontro social, interação social, interdependência entre pessoas;
  • Psicologia da Aprendizagem, que se aplica à educação e ao ensino, buscando mostrar que através da interação entre professor e alunos fica mais fácil a aquisição de conhecimentos;
  • Psicologia Clínica, que é a área da psicologia que estuda os transtornos mentais e os aspectos psíquicos de comportamentos, deixando para a psiquiatria os processos de doenças mentais;
  • Psicologia Organizacional, que estuda o comportamento dentro das organizações, mais especificamente atuando sobre problemas ligados à gestão de recursos humanos;
  • Psicologia Educacional, que estuda o processo de ensino/aprendizagem, tanto em crianças quanto em adultos, a eficácia dos mecanismos de ensino e, principalmente, das dificuldades do aprendiz;
  • Psicologia Forense, que se dedica aos estudos sócio-jurídicos dos criminosos, buscando as razões de seus delitos;
  • Psicologia da Personalidade, que se dedica a descrever e explicar o comportamento dos indivíduos dentro de uma determinada população;
  • Psicologia do Desenvolvimento, que estuda mudanças de comportamento dos indivíduos através dos tempos, examinando o desenvolvido de habilidades motoras, de solução de problemas, entendimento da moral e ética, formação da identidade;
  • Psicologia Esportiva, que se trata de uma ciência ainda recente, mas que já tem um tratamento diferenciado nas faculdades de Educação Física, buscando estudar motivações e comportamentos dos atletas, isso em virtude do esporte ser um dos maiores educadores do ser humano;
  • Neuropsicologia, que é a interface da aplicação dos conhecimentos da psicologia e da neurologia, estudando as relações entre o cérebro e o comportamento humano. Seus estudos se baseiam na verificação de problemas físicos que possam afetar o comportamento (tais como lesões, alterações genéricas ou problemas do sistema nervoso). A neuropsicologia atua principalmente no estudo das funções mentais superiores sem deixar de lado o comportamental.
Atualmente são estes os principais ramos da Psicologia. Evidentemente, o avanço de estudos e pesquisas poderão, no futuro, criar novas áreas ou subdividir as existentes, buscando conhecer cada vez melhor o ser humano e seu comportamento.
Fonte: https://www.significadosbr.com.br/psicologia

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Volta as aulas 16/08/2016!

Bem vindo novos e alunos já nossos parceiros nesse caminho da aprendizagem e do crescimento pessoal e profissional!!




vamos trabalhar juntos nessa nova etapa!!

Feira do Livro 2016 de Porto Alegre RS





Lançamento do livro "Caminhos da Linguagem" vol II na Feira do Livro de Porto Alegre RS.

Data: 29/10/2016 - sábado
Horário: 14 hs
Local: Memorial do RS


Esperamos por você!!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Exercendo a liderança nos tempos atuais

Por Sonia Jordão
Quando você estiver exercendo a liderança, precisa preocupar-se com o que fazer, e não simplesmente com o que você é.

Liderar é a arte de conduzir as pessoas para que façam o que é necessário por livre e espontânea vontade. É também conseguir os resultados esperados através de outras pessoas. Um líder especial consegue extrair o melhor de cada pessoa porque, para ele, as pessoas são o que há de mais importante em seu trabalho. A propósito, a liderança é uma característica a ser desenvolvida.

Ao liderar preocupe-se em exercer as funções de liderança. São elas: Definir as tarefas, planejar, dar as instruções, controlar, avaliar, motivar, organizar e ser exemplar.

Podemos dizer que:

  • Definição da tarefa significa “algo que precisa ser feito”. É preciso ter objetivos claros, limitados quanto ao tempo, realistas, desafiadores e possíveis de avaliação.
  • Planejamento é construir uma ponte mental de onde você está agora até onde deseja estar quando tiver alcançado o objetivo. Planejar implica fazer as perguntas: “o quê”, “por quê”, “como”, “quando fazer” e “quem faz o quê”.
  • Dar instruções é a função de comunicar os objetivos, as tarefas e os planos à equipe. Agora, nem sempre o que você fala está sendo ouvido e compreendido, já que existem pessoas que se comunicam melhor através da fala e outros através da escrita. Portanto, garanta que o outro entenda o que quer transmitir.
  • Através do controle é que se garante que a energia da equipe está canalizada para a execução da tarefa, e que os recursos são usados de maneira correta. Bons líderes conseguem o máximo de resultados com o mínimo de recursos.
  • A avaliação é efetuada durante toda a execução da tarefa. No momento de se avaliar é importante que o líder seja imparcial e justo. Que se dê um feedbackhonesto e preciso, que se faça críticas construtivas e se elogie sinceramente.
  • Motivar é despertar a força e a energia interior de cada pessoa. Todos esperam que os líderes consigam incentivar as pessoas. É importante procurar despertar a força e a energia interior de cada um. Uma simples frase pode conseguir fazer a pessoa se sentir motivada.
  • Para entendermos a função “organização”, precisamos considerar três outros aspectos: sistemas, administração e administração do tempo.
  • Um sistema é uma série de partes inter-relacionadas formando um todo. A cada dia fica mais difícil tocar qualquer negócio sem sistemas, e eles são vários: sistema de produção, sistema de avaliação, sistema de controle de qualidade, sistema de informações e assim por diante.
  • Administração envolve o trabalho com a papelada e se refere ao desenrolar cotidiano dos negócios. Geralmente inclui administração financeira em vários níveis. Quando o líder assume a responsabilidade administrativa está se transformando em um facilitador.
  • Quando falamos em administrar o tempo estamos nos referindo a administrar nossa vida em relação ao tempo. É bom que o quê se estiver fazendo hoje seja algo importante. Afinal, se está trocando um dia de sua vida por isso.
  • A última função da liderança é ser exemplar. As pessoas normalmente observam o líder, e procuram ver quem ele é e o que faz, assim como o que diz. Cada dia mais as Organizações procuram profissionais éticos.

As responsabilidades e cobranças são grandes, sendo necessário ter disponibilidade e vontade para assumir a liderança em várias situações.  Por isso, é preciso querer ser líder.

A cada dia mais as organizações precisam de bons líderes. Se você se interessa pelo assunto, busque oportunidades de liderança, seja em equipes, na família ou ainda na sua comunidade. Cada experiência lhe ajudará a crescer. E, na Organização de hoje, você precisa criar suas próprias oportunidades.

Extraído do livro A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado.

Fonte: http://www.empresanet.com.br/artigos/articles/exercendo-a-lideran%C3%A7a-nos-tempos-atuais.html