quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vídeo sobre Infância - Jean Piaget



Apresentado como parte de um  bom trabalho realizado na nossa disciplina pelos alunos: Débora, Lucilene, Greice, Rita e Lazaro Costa. Turma: NDM 11 

sábado, 21 de setembro de 2013

Video sobre Puberdade - mudanças físicas e de comportamento

Este vídeo é parte de um trabalho muito bem feito pelas alunas:
Thaís Rossi, Christiane Jacques, Kenia Brod, Luciane Bittencourt, Silvia 
da Turma NDM11 da ETSHCPA na nossa disciplina.

sábado, 7 de setembro de 2013

Integrar é fundamental. Sentir-se integrado é imprescindível!

Por Maiara Tortorette    
 
Quando um profissional inicia suas atividades em uma nova empresa, é muito importante que ele seja bem recebido e apresentado ao novo ambiente de trabalho. A sensação de estranhamento, tão comum nessa situação, bem como o período de adaptação diante da política, lugar e valores do novo vínculo profissional, podem ser minimizados por meio de um bom Programa de Integração.
       Evidentemente, um programa bem elaborado vai além das boas vindas ao novo funcionário. Seu objetivo principal é fazer com que ele se sinta parte da empresa, conheça áreas, gestores e pessoas que estarão diretamente ligadas a ele, enquanto gradativamente se familiariza com questões de ordem política, cultural e administrativa da organização.
       Para Vinicius Gouveia, analista da Fundação Vanzolini, a integração pode ser compreendida como um programa de relacionamento entre a empresa e o novo funcionário, e deve contar com ferramentas que viabilizem o processo. “Muitas organizações possuem um programa próprio e bem estruturado para esta fase, mas isso varia de acordo com a cultura organizacional e políticas de Recursos Humanos de cada uma”, explica. “É necessário realizar um programa estruturado de comunicação interna, com canais, instrumentos e ações importantes para dar maior visibilidade aos objetivos organizacionais”.
      O gestor também é peça fundamental quando se trata do bom andamento desta etapa, pois é ele quem deve dar todo o suporte necessário e preparar a equipe para receber o novo colega de trabalho. De acordo com Vinícius, o líder precisa ser acolhedor, integrador e motivador, para que o funcionário se sinta confortável e confiante com a organização e equipe com a qual irá atuar.

Fernando Montero da Costa, Diretor de Operações da Human Brasil, destaca alguns problemas que devem ser evitados para não prejudicar o ingresso dos novos colaboradores, erros comuns a grande parte das empresas nos programas de integração:

Realizar um trabalho de integração incompleto: Muitas empresas procuram realizar seus programas de forma correta, no entanto, ao surgir uma demanda do exterior ou uma apresentação, por exemplo, suspende-se o processo. Sendo assim, o profissional que teria uma programação de dois, três dias, é interrompido no primeiro, ficando sem a informação que precisava para ter o mínimo de condições no início do trabalho e sem conhecer as pessoas necessárias para se integrar ao departamento.

Não deixar claro qual o papel do profissional dentro da organização: Existem situações em que o profissional recém contratado não sabe exatamente qual sua função, e isso ocorre principalmente com quem está começando a carreira, como estagiários e trainees. Mas não deixar claro e definido o que o colaborador deve fazer e desenvolver na organização gera frustração para quem está começando, e obviamente pouco resultado pra quem espera retorno deste profissional.

Não comunicar adequadamente o ingresso do novo funcionário: Existem canais formais e informais de comunicação. Então, no caso da empresa não ter um processo estruturado, o mais adequado é promover um almoço ou até mesmo fazer algum tipo de reunião informal, mesmo que as pessoas sejam extremamente ocupadas, para que ele seja apresentado e saiba quem é cada pessoa – evitando situações desconfortáveis.

Não comunicar de forma clara o código de valores da empresa: Quando um profissional inicia, precisa conhecer os hábitos e condutas esperados pela organização. Por isso, a comunicação do código de valores é importante para ajudar o iniciante a evitar erros de comportamento desde o primeiro dia.

É fato que as empresas cometem algumas falhas devido à falta de tempo, uma vez que precisam de resultados, e cada vez mais cobram um retorno rápido dos novos profissionais. No entanto, é importante que saibam respeitar este período inicial, de adaptação, pois não há como pular essa fase, e simplesmente fazer exigências ao colaborador.
Para Vinícius, é necessário que a empresa tenha em mente que os seus funcionários são o seu maior patrimônio e que cada um possui o seu tempo e a sua adaptabilidade (curva de aprendizagem). “De nada adianta sobrecarregar o novo funcionário com informações, processos e políticas. É preciso investimento em tempo e principalmente no relacionamento”, finaliza.

Fonte: 
http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/noticias/integrar-e-fundamental-sentir-se-integrado-e-imprescindivel

domingo, 25 de agosto de 2013

COMUNICAÇÃO NO TRABALHO EM EQUIPE DE SAÚDE

TREINAMENTO DE HABILIDADES EM COMUNICAÇÃO PODE SER POSITIVO PARA PROFISSIONAIS E PACIENTES



A comunicação é muito mais do que a transmissão de informações pela fala ou pela escrita, constituindo “um processo humano pelo qual informações, sentimentos e significados são compartilhados entre pessoas por meio da troca de mensagens verbais e não verbais”3. Enquanto a maioria dos estudos da área da saúde trata da comunicação entre profissionais e pacientes, percebe-se um interesse crescente na análise de seu papel no trabalho da equipe multidisciplinar5.

Como competência para formação e atuação multiprofissional, a comunicação abrange alguns pontos chaves: saber ouvir com empatia, respeito e valorização do interlocutor; respeitar as diferenças e estabelecer diálogo; ter habilidade para abordar os pacientes; dominar as tecnologias e ter habilidade nas relações interpessoais2.

Entre os principais desafios encontrados no desenvolvimento de uma comunicação eficiente entre profissionais de uma equipe multidisciplinar podemos citar, de acordo com Rowlands e Callen (2013)6: sua natureza sincrônica (circunstâncias que ocorrem ao mesmo tempo), caracterizada por frequentes interrupções; a diversidade na formação dos profissionais (o treinamento para comunicação pode diferir entre profissionais e, de forma geral, aqueles da mesma categoria profissional tendem a se comunicar mais uns com os outros) e o efeito da hierarquia, geralmente com os médicos ocupando uma posição de maior autoridade, situação que pode inibir os demais membros da equipe multidisciplinar.

Pesquisas mostram ainda que a habilidade de comunicar-se não necessariamente aumenta conforme a experiência do profissional. Estas barreiras e características da comunicação em saúde tornam primordiais os programas estruturados de treinamento de habilidades de comunicação. Estes geralmente não incluem uma abordagem prática, com técnicas de simulação seguidas de discussões em grupo5.

Como exemplo da aplicação destas técnicas, tem-se o estudo de Nørgaard (2011)5, que realizou treinamento de 181 profissionais de uma equipe multidisciplinar de um hospital na Dinamarca. Em avaliação posterior, o autor verificou um aumento significativo no escore de autoeficácia (confiança em sua própria capacidade de desempenho bem sucedido em uma determinada situação), medido imediatamente e seis meses depois da intervenção. A avaliação dos profissionais sobre a comunicação dentro da equipe também apresentou melhora estatisticamente significante. O aumento da autoeficácia é importante, dado que profissionais com esta qualidade tendem a lidar melhor com situações e tarefas difíceis, considerando-as como desafios ao invés de ameaças.

Em outro estudo conduzido com voluntários de um hospital norte-americano, Kirschbaum et al. (2012)4realizaram um treinamento de habilidades de comunicação com 44 obstetras e anestesiologistas. Os pesquisadores detectaram melhora significativa na integração e colaboração entre estas especialidades, tornando o ambiente mais favorável para uma comunicação adequada, necessária inclusive para a segurança dos pacientes.

Nota-se, portanto, que o investimento em treinamentos de habilidades de comunicação pode trazer reflexos positivos para as instituições de saúde e para os profissionais. Os pacientes, por sua vez, também se sentem mais satisfeitos com as informações recebidas e com o cuidado prestado, ao perceberem a sintonia da equipe1,5. Além disso, seria válido que as diretrizes de tratamento de diferentes patologias com foco multiprofissional abordassem a importância da comunicação adequada, essencial para um cuidado multidisciplinar eficiente6.